O Patriarca da Independência do Brasil em Nova Iorque

Todos os anos milhares de brasileiros viajam para a badalada cidade de Nova Iorque e visitam os mais variados pontos turísticos da cidade, como o Central Park, a Times Square ou a Estátua da Liberdade. Porém poucos que vão até lá sabem que em um dos parques nova-iorquinos mais badalados, localizados em um dos pontos mais valorizados da cidade, está exposta a estátua de um grande brasileiro, o Patriarca da Independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva.

A curiosa e bem cuidada estátua foi um presente do governo brasileiro à cidade de Nova Iorque nos anos 50. À época, para desenvolver o monumento foi criado um concurso público para escolher o artista que iria esculpir, em bronze, a estátua do Patriarca da Independência. O escolhido foi José Otávio Correia Lima (1878-1974), cujo projeto vencedor impressionou bastante a banca de seleção.

Uma vez escolhido, Correia Lima iniciou os trabalhos e a estátua foi concluida e doada à cidade de Nova Iorque em 1953. Sua inauguração oficial foi dois anos depois em 22 de abril de 1955, em uma cerimônia realizada no primeiro local onde ela foi instalada, na Sexta Avenida esquina com a Rua 42 oeste. A inauguração contou com a presença do Prefeito Roberto F. Wagner e o Embaixador Brasileiro nos Estados Unidos João Carlos Muniz. Muitos anos depois, porém, o monumento mudaria de lugar.

No final dos anos 80, o hoje valorizadíssimo Bryant Park era um local bastante diferente, transformado em um ponto degradado e de consumo e venda de drogas, muito parecido com o que vemos hoje na região da Luz, aqui em São Paulo. À época, para reverter a situação e recuperar o local definitivamente, foi montada uma comissão que obteve êxito, transformando o outrora parque decadente novamente em um local de bastante prestígio e de atividades turísticas e culturais.

O Monumento a José Bonifácio atualmente, quase na esquina da Rua 40 Oeste

Quando o Bryant Park ficou pronto, em meados dos anos 90, houve um problema com a escultura de José Bonifácio. Ela não foi colocada no local onde ela se encontra hoje, mas em uma posição que inicialmente não valorizava a exibição da mesma, o que levou à época a Comissão de Arte local a interceder até que o problema fosse resolvido. Foi assim que o monumento foi mais uma vez movido, sendo agora posicionado em um local bastante privilegiado do parque, próximo à Rua 40 oeste, no local que é chamado de Nikola Tesla Corner.

Desde então o Monumento ao Patriarca da Independência do Brasil está ali para a contemplação dos nova-iorquinos e turistas de todo o mundo. Do outro lado do parque, já na Quinta Avenida, fica a famosa Biblioteca Pública de Nova Iorque.

O belo Monumento a José Bonifácio em Nova Iorque serve não só para orgulhar a todos os brasileiros, mas serve também de modelo para  a Cidade de São Paulo que poderia seguir o exemplo da recuperação do Bryant Park na região da Luz.

Retirado do site www.saopauloantiga.com.br

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São Paulo, A Maçonaria e a Independência

A independência brasileira foi um processo histórico, ela não começou  com o grito no Ipiranga. O grito, e até mesmo a estada de d. Pedro em São Paulo, são consequências de um movimento político e social de maior envergadura e que contou com a ajuda e o incentivo até da nascente maçonaria brasileira.

Apesar de a cidade de São Paulo em 1822 possuir alguns maçons, eles não eram em número suficiente para formar uma Loja, diferente do Rio de Janeiro, que contava com a Loja Comercio e Arte desde junho de 1821. O fundador dessa loja, Joaquim Gonçalves Ledo, em eloquente discurso pronunciado em reunião do Grande Oriente do Brasil dirigido ao então Príncipe Regente, d. Pedro, em 20 de agosto de 1822, incitou-o, em nome da Maçonaria, a dissolver os laços que nos uniam a Portugal. Alguns meses antes, cientes de que sem o apoio de São Paulo e Minas Gerais não haveria independência, a Loja carioca enviara Paulo Barbosa para Minas e Pedro Dias para São Paulo, aonde chegou no início de dezembro de 1821, para medir os ânimos paulistas.

Em carta para José Clemente Pereira, José Joaquim da Rocha revela o que Pedro Dias escobriu em São Paulo: “Pedro  Dias tem parentes em Sao Paulo de muita influência, que são os Paes Leme, e disse que, apesar de saber que José Bonifácio não é partidário da nossa causa, por julgar que a Independência, nestes tempos, é a desunião do Brasil,  promete, com a amizade de Martim Francsico por mim e com o grande prestígio desse Andrada sobre o irmão e sobre a Câmara de São Paulo, trazê-lo para o nosso lado e até, talvez, para a nossa Maçonaria.”

Quem poderia imaginar que o “Patriarca da Independência”, José Bonifácio, vacilou de início e quem o incitou à causa foi seu irmão Martim Francisco? Outro ponto interessante dessa carta é o fato de dizerem que Martim Francisco tinha influência na Câmara Paulista. Efetivamente tinha, mas a sua forma de governar, como secretário do Interior, acabou pondo muitos paulistas contra si, o que levou à Bernarda de Francisco Inácio, um levante que impediu o Andrada de assumir o governo da província e o mandou exilado para o Rio de Janeiro. Esse foi um dos motivos que levou d. Pedro a pegar a estrada e vir para São Paulo dar um basta nos focos de revolta contra os irmãos Andradas que ainda existiam por aqui e realizar novas eleições para o governo paulista. Nesse período, de agosto a setembro de 1822, quem governou São Paulo foi d. Pedro.

José Bonifácio, no Rio de Janeiro desde o início de 1822, acabaria sendo o primeiro Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira, mas se voltaria contra Ledo e outros irmãos maçons logo após a proclamação de d. Pedro I no Ipiranga. As linhas políticas almejadas pelos irmãos Andradas e pelo grupo de Ledo e Clemente Pereira eram divergentes. D.  Pedro era jovem e, como d. Leopoldina afirma em uma das cartas para sua irmã Maria Luíza, ex-imperatriz dos franceses, afeito a ideias novas. Encantava-se com o desconhecido e assim foi levado para dentro da Maçonaria. Foi iniciado no início de agosto de 1822 e, em outubro,  ordenaria o fechamento da Maçonaria e a prisão de alguns de seus líderes. No ano seguinte seria a vez de ordenar o fechamento do Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz, instituição paramaçônica criada por José Bonifácio no primeiro semestre de 1822. Assim como Ledo e diversos outros maçons, dessa vez foi a hora de os irmãos Andradas partirem para o exílio. A Maçonaria no Brasil só retornou após a abdicação de d. Pedro I, em abril de 1831. Nesse mesmo ano, em agosto, era criada na Província de São Paulo a primeira Loja, a Inteligência, de Porto Feliz, em agosto. Nessa Loja seria iniciado o Padre Diogo Antonio Feijó, primeiro paulista a governar o Brasil. Na cidade de São Paulo, a Maçonaria só estabeleceria uma Loja, a Amizade, em 13 de maio de 1832, exatos 56 anos antes da Abolição da Escravatura.

Retirado do site www.saopauloantiga.com.br

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Mas afinal, onde está sepultado José Bonifácio?

Considerado o Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva faleceu em Niterói, foi velado por quase 20 dias em uma igreja no Rio de Janeiro e enterrado na cidade de Santos.

Porém, muitas pessoas que visitam o Cemitério da Consolação, aqui em São Paulo, entram em contato com o Blog São Paulo Antiga intrigados com o fato de que, encontraram no cemitério paulistano um outro túmulo de José Bonifácio. Como isso pode acontecer ?

José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência

Antes de explicar, vamos falar brevemente sobre o nosso Patriarca da Independência:

A história do Brasil passa por este nome: José Bonifácio de Andrada e Silva. Importante figura de apoio ao Imperador D. Pedro I quando este proclamou a independência do Brasil, foi Ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros. Com o tempo, desentendeu-se com a figura polêmica de D.Pedro I e acabou por exilar-se na França por seis anos. Reconciliado com a coroa, regressou ao Brasil e tornou-se o tutor de D. Pedro II até ser demitido pela Regência no ano de 1833. Afastado do poder, abandonou por completo a vida pública e passou a viver recluso em sua casa na ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara.

Pobre e esquecido, Bonifácio viria a falecer aos 75 anos no ano de 1838 em Niterói. Seu corpo foi embalsamado e levado para a cidade do Rio de Janeiro, ficando exposto na Igreja Nossa Senhora do Carmo durante 19 dias.

Como ele nasceu em Santos, nada mais natural ser enterrado em sua cidade natal. Sua filha, Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada, foi a responsável pelo translado do corpo de seu pai para a capela-mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo, no litoral paulista.

Na foto, a Igreja da Ordem Primeira do Carmo e o Panteão dos Andradas, à direita.

Seu túmulo permaneceu sem nenhuma identificação por mais de 30 anos. Uma modesta homenagem veio de um artista circense, Antonio Carlos do Carmo. Em visita a igreja no ano de 1869 se indagou com a situação do túmulo do Patriarca da Independência e mandou fazer uma lápide de identificação. Este gesto simples soou como um alerta para as autoridades pois afinal, a memória de José Bonifácio estava sendo esquecida. Decidiu-se então erguer um panteão em sua homenagem.

Foi ai que a então capela-mor acabou tornando-se o Panteão dos Andradas. Iniciada sua construção em 1921, este panteão não foi só para homenagear José Bonifácio, mas também os seus irmãos Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Patrício Manoel de Andrada e Silva que também tiveram participação na história do Brasil. O renomado Rodolpho Bernadelli foi o escultor contratado para representar José Bonifácio em seu leito de morte.

Vista geral do interior do Panteão dos Andradas.

Aqui repousam os restos mortais de José Bonifácio.

E aquele túmulo encontrado no Cemitério da Consolação ?

Muitas pessoas quando vão visitar o mais importante cemitério paulistano, deparam com um interessante túmulo com o nome de José Bonifácio de Andrada e Silva e tornam como fato ele estar sepultado ali. Mas quem está ali é outro familiar dele, também muito importante para a história do Brasil.

Trata-se do túmulo do Senador José Bonifácio de Andrada e Silva, mais conhecido como “José Bonifácio, O Moço”, sobrinho do Patriarca da Independência. O nome idêntico ao tio, foi uma homenagem feita por seu irmão e pai de “O Moço”, Martim Francisco de Andrada. Embora tenha convivido muito pouco com o tio famoso, seguiu seus passos e teve brilhante carreira política sendo deputado geral, ministro da marinha  e também senador do Império do Brasil de 1879 a 1886 ano em que veio a falecer.

O túmulo de José Bonifácio, O Moço, (à direita) no Cemitério da Consolação

Como na época ainda não havia sido erguido o Panteão dos Andradas, José Bonifácio, O Moço, foi sepultado no Cemitério da Consolação ao lado de sua primeira esposa, Adelaide Eugênia de Aguiar Andrada e um casal de filhos.

A confusão poderia ser resolvida facilmente com uma pequena placa de explicação diante do túmulo.

Retirado do site www.saopauloantiga.com.br

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